sábado, 6 de setembro de 2014

Vírus do Ébola: prevenção

Surgido num rio do Zaire em meados dos anos 70, o vírus do Ébola é um dos mais mortíferos que existem. Saiba como se transmite, quais são os seus sintomas e, sobretudo, como preveni-lo.

Febre hemorrágica do Ébola

A febre hemorrágica do Ébola é uma doença grave e mortal que pode ocorrer em humanos e em primatas (por exemplo, macacos, gorilas).

A febre hemorrágica do Ébola é agora noticia a nível mundial devido ao seu potencial destruidor.

Causas:

A febre hemorrágica do Ébola é causada por um vírus que pertence à família chamada Filoviridae, do qual os cientistas identificaram cinco tipos. Quatro destes tipos causam a doença em humanos: vírus do Ébola-Zaire, vírus do Ébola-Sudão, vírus do Ébola-Costa do Marfim e vírus do Ébola-Bundibugyo. A doença em humanos tem estado até agora limitada a partes da África.

Hóspede natural do vírus do Ébola

Considera-se que os morcegos frugívoros em particular Hypsignathus monstrosus, Epomops franqueti e Myonycteris torquata, são possivelmente os hóspedes naturais do vírus do Ébola em África. Por isso, a distribuição geográfica dos Ébolavirus pode coincidir com a destes morcegos.

Sintomas iniciais da doença do Ébola

A doença do Ébola só se contagia depois de se iniciarem os sintomas. Os sintomas podem aparecer entre 2 e 21 dias depois da exposição.

Temos como sintomas principais da doença do Ébola, os seguintes:

Febre (mais de 38,6ºC);
Dor de cabeça;
Diarreia;
Vómitos;
Dor de estômago;
Sangramento ou hematomas sem causa aparente;
Dores musculares;
Debilidade;
Falta de apetite;
Dor de garganta;
Erupções cutâneas...


Transmissão do vírus do Ébola

O vírus do Ébola introduz-se na população humana por contacto direto com órgãos, sangue, secreções ou outros líquidos corporais de animais infetados. Em África documentaram-se casos de infeção associados à manipulação de chimpanzés, gorilas, morcegos frugívoros, macacos, antílopes e porco espinhos infetados, que tinham sido encontrado mortos ou doentes na selva.

Posteriormente, o vírus propaga-se na comunidade mediante a transmissão de pessoa a pessoa, por contacto direto com órgãos, sangue, secreções ou outros líquidos corporais de pessoas infetadas, ou por contacto com materiais contaminados por ditos líquidos.

Tratamento da doença do Ébola

Não há vacina contra o Ébola. Estão a ser experimentadas algumas, mas nenhuma está ainda disponível para uso clínico.

Os casos de Ébola requerem cuidados intensivos em meio hospitalar. Os doentes costumam estar desidratados e necessitam rehidratação por via intravenosa ou oral com soluções que contenham eletrólitos.

Previna-se contra o Ébola

Se não o puder evitar e tiver mesmo que viajar a uma zona em que se sabe que há casos da doença do Ébola, assegure-se que toma as seguintes precauções:

- Pratique cuidadosamente uma boa higiene.
- Evite o contacto com sangue ou líquidos corporais de infetados.
- Não toque em objetos que tenham podido estar em contacto com o sangue ou os líquidos corporais de uma pessoa infetada.
- Evite os rituais de sepultamento  e costumes fúnebres que requeiram tocar no corpo de alguém que tenha falecido devido à doença do Ébola.
- Evite o contacto com morcegos e primatas, ou com o sangue, os líquidos ou a carne desses animais.
- Evite ir aos hospitais onde recebem tratamento doentes com a doença do Ébola.
- Após o seu regresso, vigie a sua saúde durante 21 dias e procure atenção médica imediatamente se lhe aparecer algum dos sintomas da doença do Ébola.

Tome as precauções devidas, mas não se alarme!

O atual brote do vírus do Ébola não se contagia por via aérea, mas sim por contacto direto ou indireto com fluidos de pessoas infetadas por este vírus. Isto significa que se devem extremar as precauções em torno de uma pessoa infetada por Ébola, mas ao tratar-se de um vírus não contagioso por via aérea, o resto da população não terá que levar a cabo medidas especiais para evitar o contágio. Além disso, a pessoa não é contagiosa até ao inicio dos sintomas, o que facilita as medidas de proteção.

Uma vez falecida, deve incinerar-se tanto o cadáver como a roupa que esteve em contacto com a pessoa falecida por Ébola. Mas as cinzas pertencentes ao cadáver já não representam em principio perigo.

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